Necmeddin Şahiner

 

O professor de Said, que admirava seu talento e coragem, acompanhado de alguns amigos partiu para uma viagem a distância de seis ou sete horas até o vilarejo onde morava para visitar e conhecer melhor os pais de Said. Chegaram ao vilarejo no horário da oração da tarde. Eles disseram que que gostariam de fazer uma visita ao pai de Said, Sufi Mirza. Nuriye Hanım recebeu os convidados e informou que o seu marido não estava em casa, ele estava na fazenda. Estendeu uma esteira de palha sob uma árvora em frente e casa e pediu que eles se sentassem. Um pouco depois, Mirza Efendi surgiu com duas vacas e um boi com as bocas amarradas; se cumprimentaram e depois de se apresentarem o professor do pequeno Said disse a Sufi Mirza:

“Em nosso vilarejo em tempos de colheita amarramos as bocas dos animais para que eles não comam a produção. Entretanto, agora não é tempo de colheita e os animais não estão em meio a plantação, então qual é o motivo para a boca dos animais estar amarrada?”, perguntou.

Mirza Efendi com embaraço disse:

“Senhor, nossa lavoura fica longe daqui. Pelo caminho passamos por plantações de muitas ou pessoas. Se a boca destes animais não for amarrada, elas podem comer o que é de outra pessoa. Para que em nosso pão não haja nenhum pedaço de pecado, fazemos assim.”, respondeu.

O professor, ao presenciar a esta demonstração de caráter e virtude, volta-se a mãe de Said e pergunta:

“Como a senhora criou este menino?” Nuriye Hanım:

“Quando fiquei grávida de Said, nem pisava no chão sem ablução. Ao vir a este mundo, nem mesmo por um dia eu o amamentei sem fazer ablução.”, disse.

O professor do pequeno Said e seus amigos disseram, “certamente de um pai e uma mãe asim, esperasse um filho como Said”; aquela noite passaram em Nurs e regressaramram na manhã seguinte.